segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Cabeça a mil. Tem horas que parece que não dá pra explicar. Turbilhões de sentimentos que se dissipam e depois voltam a se misturar. As vezes saudades. As vezes tristeza. As vezes amor. As vezes alegria. As vezes ciúmes. As vezes frustração. As vezes orgulho. As vezes realização. As vezes tantas outras coisas. Naturalmente confusa. Naturalmente um enigma para mim mesma. Difícil entender. Lugar diferente. Pessoas diferentes. Idiomas diferentes. Rotinas diferentes. Temperaturas diferentes. Sentimentos diferentes. Vontades diferentes. Sonhos diferentes. Linguagem da fala. Linguagem do corpo. Linguagem dos olhos. As vezes da mímica. Diferente. Minha mente divaga por diversos ambientes que minha imaginação me leva à viajar. Meu corpo flutua em uma órbita incomum. Tem horas que dá vontade de falar: Para! Me deixa sentar um pouco, quero respirar. Tem horas que da vontade de falar: Vamos lá! Tenho muito mais à presenciar! Vamos correr! Vamos gritar! Vamos viver tudo quanto é possível! Sentir como me escapasse pelas mãos a autonomia de diversas escolhas, mas que, ao mesmo tempo, fosse me dado folego para decisão de tantas outras. Rosto e fala transparentes que me impedem de disfarçar as percepções, tudo aquilo que me borbulha no peito. Não sei dizer se é bom ou ruim. Sorrio. Observo. Ignoro. Falo. Perco a linha de raciocínio. Começo a reflexão outra vez.

Montpellier, França. 2015

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